Postagem em destaque

Lex Luthor e o que eu seria sem Jesus.

Por Nilson Pereira.  Primeiramente quero deixar claro que este texto é destinado a cristãos bíblicos e maduros que entend...

Nilson (Nil) Pereira

Nilson (Nil) Pereira
Um Discípulo que vive para ser Bíblico e Missional, Pastor da Família, Professor e Escritor Amador.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Devocional IPCarioca 19/03/2018 Discípulo de Jesus ou membro de Igreja? (Mateus 28:16-20; Mateus 16:17-18; João 13, 14, 15, 16 e 17)

O Devocional de hoje é um artigo. Um dos textos mais importantes que já escrevi em toda minha vida. Uma denuncia que aprendi com um sábio homem de Deus, e que quero dedicar minha vida para lutar contra. Um assunto que Deus fará ser digerido por muito tempo ainda na minha vida, e espero que na sua também, meu amado irmão!

Neste final de semana tive o privilégio de ouvir o pastor e mentor de pastores José Carlos Pezini, um homem de Deus que todos deveriam ouvir de tempos em tempos. Dentre tantas lições na catarse de informações que eu vivi, está o panorama teológico e histórico que ele traçou da Igreja, no qual se tornou impossível para mim, um admirador profundo de Eclesiologia, não passar todos estes dias refletindo sobre, portanto, tudo o que vou escrever hoje é fruto de meditação do que o Senhor me aprouve ouvir.

Satanás cometeu pelo menos 4 grandes ataques a Igreja de Cristo neste últimos séculos, primeiro tentou para-la disseminando uma grande mentira na Igreja Primitiva através da vida de Ananias e Safira (leia Atos 5 para entender melhor o contexto citado). Depois, o Diabo tentou para-la tentando fomentar o ativismo no meio dos líderes e da membresia (leia Atos 6 e entenda o contexto). Finalmente, levou a Igreja a ser perseguida pelo império secular que governava a época (vale demais a pena pesquisar as Escrituras e ''O livro dos mártires'' de John Fox, leitura obrigatória para todos nós que seguimos Jesus),com mortes, a começar com a de Estevão (Atos 7:54-8:8), e seguindo por diversos irmãos nossos até o dia de hoje (de forma extra-oficial no geral, porém, até o século 4 era oficial), tendo o ápice deste estratégia até o século 4 da era cristã, porém, quanto mais perseguiam o nosso Povo, mais cristãos se convertiam. Só o fato de nossos irmãos valorosos enfrentarem a morte de peito aberto por crer na Esperança Bíblica que nos rege, fazia com que muitos pagãos se convertessem. No século 4 o inferno implementou uma estratégia ainda mais eficazmente terrível para tentar nos parar: o imperador romano Constantino fez a perseguição oficial ser proibida, o que até aí foi uma excelente notícia, mas também fez com que surgisse o clero profissional, onde haveria a destrutiva separação entre cristãos ''profissionais'', chamados de clero, e cristãos ''leigos''.

Este golpe terrível na Igreja ecoa em consequências até os dias de hoje. Os líderes eclesiásticos responsáveis pelo pastoreio (seja pastor, presbítero ou bispo, dependendo da Eclesiologia adotada por sua denominação) passaram ser uma espécie de capelão, que vende serviço religioso, ao invés de viver toda a nossa vocação dotada pelo Espírito Santo, muitos de nós nos rebaixamos a viver como um profissional assalariado secular qualquer, só que tratando-se da Fé, o que é triste demais. A consequência direta disto está no fato da membresia de nossas Igrejas terem se tornado membros de Igreja, religiosos que vão a cultos dominicais para ouvir uma palavra e orar por descargo de consciência, criticar sermões e músicas, e claro, dizimar, pagar boletos de mensalidades por fazerem parte do ''clube'' chamado Igreja na qual foram ensinados, vivendo o que quiserem durante a semana, desde que aos domingos batam cartão e frequentem o clubinho que geralmente possui uma Cruz na entrada. Esta é a triste realidade do cenário da maioria das nossas Igrejas, um pastoreio de manutenção, onde um ''profissional'' vai aparando arestas, e uma membresia de clientes do clube.

Até o século 4, todo cristão, era um missionário ou um impostor (Charles Spurgeon), todo cristão era Discípulo de Jesus, do líder ao novo convertido, viviam para Jesus, sendo discípulos e fazendo novos discípulos para o Senhor, discipulando uns aos outros na Escritura, na meditação Dela e partindo para uma vida devocional de Oração. Não havia clero, não havia leigos, haviam pessoas que davam suas vidas para ser igual a Cristo, ajudando uns aos outros nisto. E tudo era naturalmente bíblico e funcional, não um clube cheio de departamentos ''profissionais'' onde cada um tem uma função específica.

Nossa tarefa como Igreja Cristã é fazer como a Igreja Primitiva fez, vencer todas os ataques terríveis de Satanás, principalmente este último, e isto não se dará no campo geral, e sim em nossas Igrejas Locais. É de dentro para fora, não de fora para dentro, é da pequena porção de Reino que Cristo confiou a todos nós, não só aos líderes, mas a todo aquele que crê e vive por Cristo Jesus. O texto de Mateus 16:17-18 é uma fala clara do Senhor de que a Igreja nunca seria impedida de avançar no mundo impelindo o Inferno a cada dia, mas isto só acontece quando Ela é formada por discípulos bíblicos de Jesus, que vivem com Ele, Nele e para Ele, não por membros de Igreja que nem se quer se lembram que Ele está conosco até a consumação dos séculos, se relacionando conosco todo o tempo, como Pessoa que o Senhor é. Ame nosso Senhor com tudo o que você é, ame sua Igreja local sendo como Cristo, o tempo todo. Tenha um irmãos mais maduro para ser seu mentor, seja discipulado, discipule. Seja discípulo de Jesus e faça novos discípulos para Ele todos os dias, é isto que fará o Reino de Deus ser uma Verdade, não sua postura de reclamação. Que comece em nós a Chama Inextinguível do Evangelho!

Indico além dos livros citados e as Escrituras, a obra de John Piper, ''Irmãos, não somos profissionais'' para os líderes eclesiásticos, e também ''Discipulado'' de Dietrich Bonhoeffer.

Por Nilson Pereira

0 comentários:

Postar um comentário

Missionalidade:

Missionalidade:

Mapa Mundi.

Mapa Mundi.