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Nilson (Nil) Pereira

Nilson (Nil) Pereira
Um Discípulo que vive para ser Bíblico e Missional, Pastor da Família, Professor e Escritor Amador.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A Relação, a Adoção e a Glória de Deus.



Por Nilson Pereira e Ione Campos.

Nesta semana que se iniciou com o domingo de Dia dos Pais, resolvemos juntos falar um pouco aqui sobre as características peculiares da paternidade de um grande pai que encontramos na Bíblia: José, pai de Jesus.
Sim, sabemos que Jesus é o filho unigênito de Deus (Jo 3:16), nós pregamos isso e louvamos à Deus pelo entendimento que Ele nos confere deste fato perante as Escrituras, mas dentro da sociedade onde Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou, Jesus era conhecido como "filho de José, o carpinteiro" (Jo 1:45; Mt 13:55). No entanto, José sabia que Jesus não era seu filho fisicamente, mas o amou como um verdadeiro pai, educando-o, disciplinando-o e até mesmo ensinando-o seu ofício de carpinteiro (Mc 6:3); e Jesus lhe foi submisso como um filho deve ser (Lc 2:51).
Quando Deus escolheu Maria para ser o ventre que daria à luz àquele que é a Salvação para o povo de Deus , Ele não escolheu somente à ela, mas escolheu igualmente a José. Estando Maria noiva de José e achando-se ela virgem e grávida pelo Espírito Santo, José chegou a considerar deixar Maria secretamente, com medo dela haver cometido adultério. No entanto, um anjo do Senhor apareceu a ele em um sonho dizendo-lhe para receber Maria como sua esposa, sem medo, e lhe revelou que aquele que estava no ventre de Maria "é do Espírito Santo" e "salvará o seu povo dos pecados deles". E sendo José um homem justo e temente à Deus, fez como lhe foi ordenado (Mt 1:18-25). Outra prova de que Deus escolheu tanto a José quanto a Maria está no fato de que a genealogia de Jesus está baseada em José (Lc 3:23-38; Mt 1:1-16).
O Cristianismo é baseado na relação, sua única Regra de Fé e Prática, as Escrituras, trata-se de um manual Vivo de Relacionamento, primeiro com o Senhor, depois uns com os outros. Existem variados tipos de relacionamento, mas no fim, todos convergem em relação, adoção e Glória de Deus. É impossível viver uma vida cristã sem relacionamento. Deus escolheu ser glorificado na medida em que nos relacionamos com Ele e com os nossos próximos. Por isso Paulo fala em 2 Coríntios 5 que a reconciliação é ministério que nos foi dado por Jesus, porque reconciliar é religar relacionamentos.
Obviamente, quanto mais próximo alguém for, as relações vão sendo naturalmente priorizadas, de modo que, os familiares são os próximos de imediato, sucedidos pela Igreja Local e os demais grupos sociais nos quais vamos sendo inclusos no decorrer da nossa vida. E todo tipo de relação que vivemos na vida acaba sendo naturalmente usado por Deus, seja para a nossa alegria, ou para tristeza, para a edificação, provação ou para a correção, mas sempre para que nós O glorifiquemos em tudo o que fazemos e para que possamos crescer como imitadores de Cristo. Deus sempre usa todo tipo de relacionamento para Seu propósito na vida do cristão pois, como diz Romanos 8:28, "tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus".
É o amor que torna qualquer relação humana na amizade a qual Jesus se refere em João 15:13, onde somos capazes de, por amor, dar nossas vidas pelos nossos amigos (não só morrer fisicamente por alguém, mas dedicar toda a nossa vida a quem se ama), e este é o auge de ser um CRISTÃO (que significa "pequeno Cristo"): imitar o Senhor dedicando sua vida à Ele.
A Escritura aponta para o fato de que Jesus é o único filho legítimo de Deus, e Nele, somos todos adotados pelo Pai, nos tornando uma única família. Todo relacionamento do cristão é uma adoção, a começar pelo relacionamento com seu Deus. Quando falamos de adoção, pensamos em um casal adotando uma criança, ou numa pessoa recebendo como cônjuge alguém que já tenha um filho(a) anterior e amando como seu próprio filho (ou sua própria filha), numa atitude semelhante ao que José fez com Jesus e como Deus faz conosco. Mas a adoção é mais do que isso, ela é um dos pilares da Fé Cristã. Simplesmente não existe Cristianismo sem Relação, assim como não existe Cristianismo sem Adoção. Deus nos adotou, nós adotamos nossas esposas/maridos, adotamos nossos pais e filhos (sejam biológicos ou não), adotamos nossos melhores amigos como irmãos, adotamos o tempo todo, replicando a atitude de Deus em Jesus para conosco, na medida em que escolhemos viver e morrer por quem Deus faz com que amemos.
Para um cristão não importa se biologicamente gerou ou não a criança que te chama de pai, o que importa é que em Cristo, ele a adotou como filha ou filho. Em Cristo, a Biologia se rende à Relação em amor. Foi isso que Jesus quis dizer em Mateus 12:49-50. Lembre-se que Jesus é descendente de Davi via José, seu pai perante a sociedade e que este, como um homem de Deus bíblico, adotou, protegeu, amou e criou o menino Jesus, como sendo Seu verdadeiro pai. José e Maria foram exemplos de discípulos, de servos, de família e de conduta cristã. O modelo que Deus trouxe através desta família é o padrão para as nossas vidas.
Precisamos reconhecer que é necessário ver e viver a importância da família como ela nos é apresentada pelo Reino de Deus, sendo a primeira e a mais importante das instituições criadas pelo Altíssimo na humanidade, a célula da Igreja, e colocá-la como a base de tudo na nossa vida, depois de Deus, para Sua honra e glória.

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