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Por Nilson Pereira.  Primeiramente quero deixar claro que este texto é destinado a cristãos bíblicos e maduros que entend...

Nilson (Nil) Pereira

Nilson (Nil) Pereira
Um Discípulo Professor vivendo para ser Bíblico e Missional, Pastor de Família e Escritor Amador.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Você tem que morrer!


No caminho para o trabalho, eu tenho o costume de ouvir podcasts, principalmente com temas de teologia, filosofia e política. Penso que isso é uma forma de usar melhor meu tempo “inoperante”. Escutava um episódio do BTCast com a temática de discipulado, e logo no começo do programa, o apresentador Rodrigo Bibo falou uma frase que me impactou muito: “Discípulo bom é discípulo morto”. Essa colocação me lembrou as palavras do pastor luterano Dietrich Bonhoeffer: “Quando Deus chama um homem, Ele o chama para vir e morrer”. Meditando nestas coisas, pude perceber algo: a vida do cristão deve ser, antes de tudo, uma morte diária.

Sim, isso é um paradoxo e até parece loucura, mas vou explicar melhor. Dentro de todo o cristão, há uma luta constante da carne contra o Espírito (Gálatas 5.17). E essa luta permanecerá em nós até o dia da nossa glorificação. Enquanto esse glorioso e aguardado dia não chega, nosso “eu” ainda é o inimigo mais mortal e feroz. E ele precisa morrer! Nosso desejo pecaminoso precisa morrer! A vontade de consumir pornografia deve morrer! O desejo de ser o centro das atenções deve morrer! O desejo de ser arrogante deve morrer! Não caia nessa de “crente carnal”: ou você é crente, ou você é carnal. Cristão, morra para poder viver!

Uma das bênçãos que Cristo nos trouxe através da cruz, é a mortificação da carne, que nos traz vida: “mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.” (Romanos 8.13). Mortificar a carne é esbofetear seu corpo, dizer não ao seus impulsos pecaminosos. Acima de tudo, render-se a soberana vontade do Senhor, tomar a sua cruz, e como um bom e fiel servo, ser participante dos sofrimentos que a vida cristã nos trará, não como um fardo, mas como benção e sinal do amor que Jesus tem por nós.

Por falar em sofrimentos, as histórias de luta e dor que nossos irmãos no passado viveram não podem ficar esquecidas. Bonhoeffer, que citei no artigo, foi preso nos campos de concentração nazistas e foi enforcado por não aceitar a influencia de Hitler na igreja alemã. Policarpo, o sucessor de João, que desprezou o panteão romano e enfrentou firmemente a morte na fogueira. E os santos anônimos que tem morrido hoje pelas mãos dos muçulmanos na África e Ásia, que não amam suas vidas e entregam suas almas ao Criador. Todos estes recebem de Deus a coroa e hoje adoram ao Pai em Sua casa.

Mas não se engane: sozinho você jamais irá conseguir. Apenas no poder do Espírito Santo, através dos méritos de Cristo, é que a carne poderá ser vencida: “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências”. (Gálatas 5.24). E mais: você precisa da igreja local. Você precisa dos seus irmãos. Diz o escritor aos Hebreus: “E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, [...] Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros” (Hebreus 10:24-25b). Citando novamente o BTCast, agora nas palavras de Yago Martins: “O discipulado só existe em comunidade. Só funciona em comunidade”.

A nossa caminhada ainda é grande, mas temos armas poderosas a nosso favor. Minha oração é que você, e eu também, possamos morrer diariamente e fazer de Gálatas 2.20 o nosso lema de vida cristã: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2:20).

Confiando na vitória final em Cristo,


André Lins 

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