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Lex Luthor e o que eu seria sem Jesus.

Por Nilson Pereira.  Primeiramente quero deixar claro que este texto é destinado a cristãos bíblicos e maduros que entend...

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Nilson de O. P. Pereira

Nilson de O. P. Pereira
Um Cristão vivendo para ser Bíblico, Missional, Pastor de Família e Professor Reformado nas Relações.

Verdadeiro Cristianismo:

Verdadeiro Cristianismo:

sábado, 20 de junho de 2015

Divertida Mente e a genialidade da Pixar!



Por Nilson Pereira.

Acabei de sair do cinema ainda anestesiado com o poder que tem a Pixar. Divertida Mente é sem sombra de dúvidas, um dos seus projetos mais audaciosos, mais arriscados, e mais brilhantes. Lidar com a mente humana, única região que nem a ciência, nem as religiões no geral, consegue explorar e principalmente, explicar totalmente, é muito complicado para adaptar na Cultura Pop, mas a Pixar fez isso de uma forma cirúrgica, bem humorada, e que bem empática ao público. Comportamento, sentimento e pensamento, são os temas que aborda Divertida Mente, e são junto com os brinquedos de Toy Story e a ficção científica de Wall-E, os que mais me fizeram sentir completo, e os que mais gosto dentre todos que o estúdio já abordou. Complexo demais, é natural faltar algumas coisas ao abordar tal tema, afinal, nada é mais complicado que o ser humano, mas no geral, a Pixar está de parabéns pelo trabalho mais uma vez.

Eu sou fã demais de Mad Max, ainda considero o novo filme da franquia o melhor do ano. Ainda considero Toy Story 3 o melhor filme da Pixar, ao menos empatado com este que citarei. Mas fazia muito tempo que um filme não ficava martelando na minha cabeça como  o Inside Out (Divertida Mente). A Pixar tem este dom, de perfurar minha mente como quem não quer nada, e plantar uma árvore de reflexão. Este filme é uma obra de arte, e a profundidade simples dele é impressionante. Ele foi tudo o que o Nolan não conseguiu fazer com o Inception. Até hoje sorriu do nada, e choro do nada ao pensar neste filme. Ele veio para ficar na minha vida.

A nova animação do maior estúdio da História do gênero, é quase perfeita. Senti falta de mais personagens que simbolizassem outras emoções básicas do ser humano. Não precisa ser os 37 pensados originalmente, mas poderia ter mais. No longa estão caracterizadas a líder dos sentimentos, a Alegria, a carismática Nojinho, o ponderado Medo, o esquentadinho Raiva e a personagem que rouba a cena do filme, a Tristeza.





 


No geral, todos os personagens são bem caracterizados, só acho que o Medo poderia ter tido um pouco mais de destaque, mas não há do que reclamar neste ponto. Riley, a menina cujo a mente é a protagonista das aventuras da animação, é uma personagem bem feita também, em todos os sentidos, seus pais idem, e as emoções deles mais ainda, inclusive, são alguns dos pontos altos do filme.


O amigo imaginário de Riley na infância, Bing Bong é outro que rouba a cena, bem divertido e uma mistura de tudo que uma criança do sexo feminino costuma gostar. Mais uma vez, no geral, a Pixar beirou a perfeição na escolha dos mesmos.



É impossível para um ser humano não ser envolvido com Divertida Mente, não se por no lugar de Riley, e nem imaginar se todo o enredo do filme não acontece dentro de si, ainda que por segundos, seu lado criança aflora neste sentido. A Pixar, que tem várias animações, desta vez, e mais uma vez, criou uma obra de arte da História do cinema! 

Minha nota para a nova animação da Pixar é 9,7. Um roteiro bem redondo, preciso, divertido e bem feito. Ainda que eu tenha sentido ausência de alguns outros personagens que não existem na trama, os que estão lá cumprem bem seus papéis, se destacam em suas posições na trama, são pontuais.

Depois de Mad Max: a Estrada da Fúria, até junho, Divertida Mente é o segundo melhor filme de 2015 até aqui, com sobras para os demais. Vão e confiram, e sejam mais uma vez contagiados pela magia que só a Pixar tem!





quinta-feira, 11 de junho de 2015

Jurassic World e a volta da franquia dos dinossauros!




Por Nilson Pereira.

Uma das franquias pioneiras, e mais importantes para a História dos blockbusters está de volta! Desta vez, sem a direção de Steven Spielberg, mas com a produção do mesmo. Sob a direção de Colin Trevorrow, o quarto filme da franquia vem cheio de easter eggs, e com a função de tentar consertar a queda vertiginosa que a franquia sofreu do épico primeiro filme até o esquecível terceiro. E se olharmos por esta ótica, até que foi bem sucedido. O quarto filme da franquia é superior ao segundo e ao terceiro, de certa forma, não é um remake, muito menos um reboot, é uma continuação mesmo. 




Jurassic World é um bom filme, divertido, pipocão, Sessão da Tarde (no bom sentido deste termo). Não é nada fenomenal, revolucionário, ou épico como o primeiro filme de 1993 foi, mas é uma diversão garantida, principalmente para quem gosta de ficção científica, dinossauros e aventura. 

Como já frisei bem antes, não há nada que seja excepcional na direção do filme, Colin Trevorrow faz o básico, o ''feijão com arroz'' (o que não deixa de ser positivo, de certa forma), o elenco também cumpre seu papel, embora minhas maiores críticas seja neste ponto, pois o melhor dos seres animados no filme são justamente os dinossauros. As tomadas e aparições dos mesmos são bem interessantes e faz com que a criança interior de qualquer adulto se entretenha. 





Chris Pratt tem uma atuação boa, nada de excepcional, mas o suficiente para me fazer crer que a ressuscitação de uma das franquias mais importantes da minha vida, Indiana Jones, pode vir a dar certo. Bryce Dallas Howard faz um papel insosso, as vezes até meio pastelão, os meninos Nick Robinson e Ty Simpkins também estão abaixo do que muitos atores mirins conseguem trazer as telas, mas também não são uma negação. Porém, a maior decepção para mim é Vincent D'Onofrio. Após mitar na pele de um dos mais interessantes vilões das HQs, Wilson Fisk, o Rei do Crime, Vincent faz um papel esquecível, que em nenhum momento causa empatia no telespectador, e que a única vez no qual você presta atenção no personagem é em sua morte. Decepcionante. 







Jurassic Park: Jurassic World me divertiu. Me fez lembrar o primeiro filme em alguns raros momentos, conseguiu o que os outros dois filmes da franquia nunca conseguiram. Porém, está longe de ser um dos melhores filmes do ano, muito menos de chegar perto de se comparar com o novo Mad Max. Nota 8,8 para o retorno de Jurassic Park a Cultura Pop! 







terça-feira, 2 de junho de 2015

Gone Girl - Garota Exemplar!

Por Nilson Pereira.


Querido leitor, quero fazer uma crítica a mais um grande filme de um dos meus diretores preferidos, David Fincher, de uma forma diferente, frisando claro sobre o filme, porém, acrescentando alguns pensamentos meus sobre o que este filme me fez enxergar. Por isso mesmo, já deixo a nota dele logo no início do texto, caso não lhe interessar minha visão sobre o filme: 9,7. Dou tal nota porque é um filme bem acima da média, um filme melhor que 90% dos que concorreram ao Oscar com ele, mas não chega a ser o melhor filme de Fincher, ainda prefiro Seven e Clube da luta. 



Gone Girl, que no Brasil se chama ''Garota Exemplar'' é mais um sucesso de Fincher, tem toda sua marca de mistério e de exposição da verdadeira natureza humana segundo o cânone bíblico, mostrando relações de uma forma bela e macroscópica, porém, ao projetarmos uma visão microscópica, verificamos as coleções de defeitos inimagináveis, de verdadeiros e cavernosos ''eu'' de gente que você começa admirando, e depois percebe que é humano, não no sentido de tolerar defeitos, mas no sentido de entender que, se tratando de seres humanos, sempre iremos conviver, no mesmo ser, com médicos e monstros, abençoados e amaldiçoados, heróis e vilões. Alguns mais médicos que monstros, outros mais abençoados que amaldiçoados, outros mais heróis que vilões, mas sempre tendo que se equilibrar entre uma coisa e outra. Na verdade, David Fincher destaca isso como poucos, não só na atual Hollywood, como em toda a História das artes, diria eu!



Desde o clássico, e um dos filmes da minha vida, ''Seven, os 7 pecados capitais'', passando pelo não menos clássico ''Clube da Luta', por ''O curioso caso de Benjamim Button'', até ''Garota Exemplar'', a marca maior de Fincher como cineasta e artista, é destacar os conflitos psicológicos, pessoais e interpessoais, as consequências que podem ser causadas quando uma pessoa perde o equilíbrio, e mostrar a velha máxima que permeia o imaginário da Cultura Pop no clássico ''A Piada Mortal'' de Alan Moore, onde o Coringa diz ao comissário Gordon e ao Batman que qualquer um poderia ser um Coringa se tivesse um dia ruim, conceito este que foi muito bem adaptado por Christopher Nolan no espetacular ''Batman - O cavaleiro das trevas'' de 2008. David Fincher é um cara que percebe que nenhum ser humano é perfeitamente bom, e que todos podem ter algo de bem nocivo, ou como ele mesmo cansa de dizer em entrevistas, sórdido e pervertido! Isto choca, isto incomoda, isto faz com que muita gente entre em negação, mas é uma verdade bíblica!



Apesar de ter uma das principais características finchernianas, do mistério policial (que eu pessoalmente gosto muito), ''Garota Exemplar'' é um filme  soberbamente sobre relacionamentos. Sobre o quanto uma história que pareça real para a maioria, pode não ser exatamente o que parece. É um filme no qual você pode odiar o mocinho, concordar com a vilã, pode se ver em algum tipo de relação ali contida, pode se precaver de levar a sua história a tal extremo, pode tirar várias e importantes lições. Para mim, vai aqui a lista que levo dele para minha vida. Afinal, o cinema, como todas as artes, existe basicamente para te fazer pensar, refletir, aprender sobre a humanidade e consequentemente, sobre nós mesmos de uma forma que te entreteça: 

Lições que se aprendi ao assistir ''Garota Exemplar'' de David Fincher: 

1 - Se interesse sim pelo passado da pessoa que está ao seu lado. As pessoas podem mudar sim, sobretudo no Evangelho, mas o passado sempre pode ser um mapa para que você entenda coisas sobre seu parceiro, muitas histórias que não se batem, muitas mentiras, indicam uma mudança irreal, no qual te faz casar, e viver os piores dias de sua vida, conheço vários casamentos que caíram neste erro. 

2 - Nunca seja arrogante o suficiente para achar que conhece completamente o outro, por mais previsível que seu parceiro pareça ser, você talvez NUNCA o conheça 100 por cento, ele sempre será capaz de te surpreender, para o bem ou para o mal. 

3 - Sinta sempre racionalmente. Evite ao máximo ser impulsivo num casamento, sobretudo em tempos de crises, e mesmo se o sentimento for bom, mescle sempre com a razão, o equilíbrio entre razão e emoção pode sempre te levar a um lugar seguro dentro de um relacionamento. 

4 - Haja sempre em parceria, em sociedade, procure não ter segredos com quem você está casado se houver confiança suficiente para tal, nunca trate seu parceiro como um estranho em hipótese alguma, o faça sempre sentir-se seguro e incluso em seus problemas. 

5- Jamais leve muito a sério a opinião da maioria sobre um fato, pois a maioria das pessoas tem preguiça de pensar e refletir sobre o que está na frente de seu nariz, a maioria segue o caminho mais rápido e fácil, e muitas vezes, são todos macacos de imitação, que seguem o fluxo da opinião alheia.

6 - JAMAIS, NUNCA, irrite uma mulher que saiba da sua vida intimamente. Mulheres, por mais boazinhas que pareçam, são vingativas demais ao se sentirem traídas. Seja honesto sempre. Por mais que pareça inútil, faz toda a diferença. Isto aprendi também ao assistir Breaking Bad. Se o homem é capaz de relevar certas coisas, a mulher não é. De um jeito ou de outro ela vai se vingar.










Sola Scriptura!

Sola Scriptura!