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Por Nilson Pereira.  Primeiramente quero deixar claro que este texto é destinado a cristãos bíblicos e maduros que entend...

Nilson (Nil) Pereira

Nilson (Nil) Pereira
Um Discípulo que vive para ser Bíblico e Missional, Pastor da Família, Professor e Escritor Amador.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Uma síntese da História dos Estados Unidos.




Por Nilson Pereira.

Primeiramente quero deixar claro que não existe colonização de exploração ou de povoamento, conforme o senso comum erroneamente ensina na escola. Colonização já inclui os dois conceitos por definição.

Na América Latina, minha especialidade acadêmica, é notório a ação da corrupção e má administração durante anos na qual as Repúblicas foram sendo criadas e se desenvolvendo .

Infelizmente o esquerdismo extremado, originado na difusão dos ideais comunistas no nosso continente, relaciona as mazelas daqui apenas ao Imperialismo. O que é academicamente incorreto.

Segundo,quem se aventurava a vir para nossa América, foram basicamente, os secundogênitos, afinal alguém que tinha uma vida estável em Madrid, Londres ou Lisboa, não viria para cá, onde o desconhecido era marca principal.

A sociedade européia na Idade Moderna era estratificada (discurso das 3 ordens medievais), então, toda a herança de um nobre ficava para o filho primogênito. Desejando adquirir status, e concessões das coroas, os outros filhos, ou se tornavam padres, para então entrar no ápice da pirâmide social, o clero, ou vinham para a América, em nome do rei.

A diferença básica, era que a Inglaterra tinha particularidades em relação aos países ibéricos, cujo a marca era uma lealdade a coroa muito mais forte e um catolicismo igualmente forte, enquanto que no solo inglês a força do Parlamento era inquestionável, inaugurando o sistema de monarquia parlamentar que vai, mais tarde, influenciar todo o mundo ocidental, sendo um marco para a retomada da democracia no mundo ocidental.

Características semelhantes ao sistema político ibérico são verificadas no sul dos EUA colonial. Por isso houve extenso escravismo no sul das 13 colonias (que deram origem aos EUA). É bem parecido com o nosso caso no sul da América e América Central. No norte, foram colonos que divergiam ideologicamente do rei da Inglaterra. Por exemplo, protestantes, iluministas, maçons, judeus etc.

Os colonos do Norte dos EUA, não eram tão (ou nada) fidedignos a coroa inglesa. Inclusive já usavam a questão do voto quanto a escolha de líder, que era o incumbido de negociar com o rei inglês. Com a vitória do Norte na Guerra da Secessão, os ideais sociais do norte dos EUA prevaleceram em relação ao Sul.

E para que, em um primeiro momento, a independência política da Nova Inglaterra (EUA colonial), junto a coroa britânica, e abolição da escravatura em um segundo, ideais que começavam a surgir oriundos do Iluminismo na  França e Inglaterra fomentassem, foi questão de tempo.

Nomes como o do general George Washington, do intelectual Thomas Jefferson, dentre outros, foram marcantes no processo de independência dos EUA, que tem seu cume em 4 de julho de 1776.



A constituição norte-americana, baseada nos ideais do Liberalismo de Locke, iluminista inglês, foi promulgada entre 25 de maio e 17 de setembro de 1787, na chamada Convenção Constitucional da Filadélfia e vigora até os dias de hoje, obviamente com algumas emendas impostas no decorrer dos séculos vigentes.



É baseada na proteção ao ''direito de patrimônio'', e da ''livre circulação de ideias'', no common law (Direito comum, baseado nos costumes e nas decisões dos tribunais, diferenciado do sistema romano-germânico no qual os países latinos adotaram em maioria, de origem anglo-saxônica). Forte influência bíblica, devido ao protestantismo puritano da maior parte dos colonos do norte, esta influência vai decaindo nos dias de hoje.



O rei inglês era um empecilho para o avanço dos colonos a direção a Oeste, com o intuito de evitar conflitos com os ameríndios que ali se refugiavam, a independência resolveu tal impasse, uma vez que os ex-colonos, e agora cidadãos estadunidense poderiam realizar o evento histórico conhecido como Marcha para o Oeste, evento este que fomenta inúmeras produções hollywoodianas no decorrer do século XX e até os dias de hoje. 

OS EUA, no norte do território, foram colonizados por homens cujo as ideologias (protestantes, iluministas, progressistas, republicanos, depois da Revolução Francesa) eram contrárias aos interesses direto do rei, que não queria que estes ideais fossem disseminadas em uma monarquia  anglicana, no caso inglês.

O sul era composto por colonos ligados a trono de Londres, escravistas, católicos fervorosos, como eram os reinos do sul europeu. Conforme frisei anteriormente, o sul dos EUA, foram colonizados por europeus de ideologias bem semelhantes dos que colonizaram o restante da América como um todo.O norte não foi.

Burgueses influenciados pelas novas ideologias que surgiam, como o protestantismo, iluminismo, republicanos, progressistas dentre outras, formavam o perfil dos colonos do norte.

Em ambos os casos, foram pessoas marginalizadas, não pela sociedade européia no geral, mas pelos reis europeus, católicos ou anglicanos.

A diferença de colonização em relação do norte dos EUA, para o sul, e em relação as demais partes da América, está na ideologia, não na forma de colonização,conforme entende o senso comum ao tratar sobre uma comparação da colonização ibérica e a anglo-saxônica.



A coroa inglesa já era um caso a parte na Europa. O Parlamento composto pelos gentry e os yomens, uns nobres aburguesados, e outro burgueses enobrecidos, nunca deixou o Absolutismo pegar de fato na Inglaterra. A conduta do Parlamento sempre foi diferente dos Estados Gerais franceses, as cortes portuguesa e espanhola ou da dieta polonesa. Na verdade, o ideal do parlamentarismo sempre esteve presente na Inglaterra. Esta ideia de rei absoluto nunca existiu na prática, porém, na Inglaterra a disparidade e os conflitos políticos entre rei e o Parlamento, foram maiores do que em qualquer parte da Europa, e isto deu margem ao surgimento de novas ideologias de uma forma muito maior do que em outros reinos mais estratificados.

Até hoje, os EUA são marcados e concentrados na questão de Democracia (como antítese ao Absolutismo), República (como antítese a Monarquia) e senso de comunidade, tanto que os Estados tem suas próprias leis, mesmo formando um único país, o que a historiografia chama de Federalismo. Herança esta protestante, uma vez que a historiografia é quase unânime em estabelecer um panorama ideológico do Catolicismo Romano as Monarquias Absolutistas e o Protestantismo as Democracias.

Abraham Lincoln, décimo sexto presidente da História estadunidense, e aquele muitos apontam como o maior presidente da História estadunidense, e  o primeiro presidente dos EUA a ser assassinado, é frequentemente apontado como o maior líder que garantiu a unificação política e territorial dos EUA pós guerra civil, a Guerra da Secessão.




Claramente se percebe que, quanto mais ao sul ou a oeste (Texas, por exemplo), mais conservadores se avista, o reduto do partido Republicano por exemplo, se encontra nestas regiões.

Conforme dizia um professor meu: '' EUA são um conjunto de pessoas tão diferentes, que são o único país do planeta que não tem nome próprio'', Estados Unidos da América do Norte.

Vale lembrar que o self made man* e o american way of life**  no que discerne sobre imigração, ideologias que sustentam o principal arauto do capitalismo na História da humanidade, os EUA, são marcas registradas desta nação que vai sendo formada.



self made man  -  Ideologia sócio-política que traduzida quer dizer '' o homem se faz por si próprio'', pilar do Darwinismo Social, adaptação social da Teoria da Evolução de Charles Darwin, usada pela elite branca, proprietária de terras e bens, burguesa, em maioria republicana, para tentar justificar a disparidade social entre brancos e afros descendentes nos EUA, determinava que os negros, latinos e asiáticos que vinham para o EUA eram geralmente pobres por conta deles próprios, uma vez que o Capitalismo é um sistema, na concepção desta elite branca, que permite o crescimento de forma igualitária a todos, sem descrição de raça, credo ou qualquer outra possível.

**american way of life - Estilo de vida do capitalismo norte-americano, fomentado e divulgado mundo a fora pela cultura, sobretudo Hollywood e a indústria cinematográfica estadunidense, o slogan citado é a marca para uma divulgação da ideia dos EUA de viver, invocar imigrantes para povoar e atender as necessidades industriais, sobretudo europeus caucasianos, mas também latinos e asiáticos, algo muito bem feito, talvez de uma forma mais bem suscetível na História humana, o que torna os EUA um dos países que contam com a maior parte de população resultada de um fluxo migratório, daí surgiu a ideia de ''Fazer a América'' que influenciou a imigração europeia em todo o nosso continente, inclusive no sul deste. Apesar da enorme, e cada vez maior, imigração nos EUA, a segregação racial e social é algo extremamente marcante na nação, sobretudo depois da guerra da Secessão, que dentre outras coisas, fez com que houvesse a abolição da escravatura no país. O fato de que os ex-escravos terem ajudado os colonos do norte na guerra, fez com que o sul dos EUA fosse marcado pelo ódio a raça negra, isto explica o surgimento de organizações raciais, com ideias semelhantes aos nazistas, a Ku Klux Klan é a mais famosa destas.



Um dos maiores nomes da História no que discerne ao combate da segregação racial nos EUA, é a do pastor batista e ativista social que foi assassinado por conta de sua vocação política e social.



Os Estados Unidos também são considerados a maior nação protestante da História humana, sendo por séculos o maior celeiro de missionários cristãos espalhados pelo mundo. A formação protestante está enraizada na cultural norte-americana, percebe-se tal fator na posse dos presidentes, onde há um ritual de juramento perante a Bíblia, e em julgamentos jurídicos no geral, onde este mesmo ritual é utilizado.

Abaixo, a Representação Clássica do Destino Manifesto norte-americano, a pintura de John Gast, criada em 1872, que mostra a crença na predestinação para o progresso e a conquista, simbolizada pelo anjo louro  que guia os norte-americanos na famosa ''marcha para o Oeste''.





Bibliografia auxiliar:

KARNAL, Leandro. História dos Estados Unidos : das origens ao século XXI. São Paulo: Contexto, 2007. 

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