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Lex Luthor e o que eu seria sem Jesus.

Por Nilson Pereira.  Primeiramente quero deixar claro que este texto é destinado a cristãos bíblicos e maduros que entend...

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Nilson (Nil) Pereira

Nilson (Nil) Pereira
Um Discípulo Professor vivendo para ser Bíblico e Missional, Pastor de Família e Escritor Amador.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Bom ou mau caráter, eis a questão.





Por Nilson Pereira.

A única diferença entre o bom e o mau caráter, não está na infalibilidade (esta é inatingível para um ser humano), está na quantidade de vezes que se comete o mesmo erro.
O bom e o mau caráter podem sim cometer um erro da mesma natureza, as vezes idênticos até, só que o bom caráter o comete uma vez, para sofrer todas a consequências e para nunca mais voltar cometê-lo. Já o mau caráter, este faz do mesmo erro, um ciclo repetitivo de vida.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Orar, o início e o fim de tudo.




Por Nilson Pereira.

Eu tenho aprendido que há um único propósito de enfrentarmos situações desesperadoras na vida: aprendermos a depender de Deus.

E a cada dia eu compreendo menos as pessoas que se dizem filhos(as) do Altíssimo e depositam toda a sua esperança em outros humanos para sair da situação em que se encontram, gente que não procura Deus, alega não ter forças para isso.

A cada dia eu entendo menos quem usa a oração como último recurso de vida, ou mesmo que jamais recorre a ela.

Não entendo, de tudo o que um ser humano pode fazer, orar é o mais poderoso recurso, o mais eficaz caminho para chegar-se ao Altíssimo. Mais do que isso, alguns teólogos chegam a dizer que o maior ímpeto de todo o sacrifício de Cristo está em permitir aos que Nele creem, momentos únicos de oração com Deus.

Ler a Bíblia é fundamental ( e quem me conhece sabe o que significa a leitura na minha vida), jejuar também, porém, o fim tanto de ler as Escrituras, quanto de um excelente tempo de jejum ou voto com Deus é a oração. Ela dá sentido a todo o restante. Mais da metade da Bíblia relata momentos de oração entre Deus e os homens, sendo que livros inteiros são reproduções destas. Como um dos mais famosos, belos e populares dos 66 livros que a compõe, o livro de Salmos.

Orar é o complemento da leitura bíblica. Para um cristão de verdade, independente das correntes históricas e teológicas, as duas bases maiores são estas. Uma ação retroalimenta a outra. Uma depende da outra.



Orar é o maior símbolo de maturidade que um homem pode ter. Orar é posicionamento. Orar tem início na ação do ser humano, e o fim no trono do Deus Altíssimo. Orar é o início, a consagração, o que determina se algo será ou não direcionado pelo Deus Altíssimo.

Não importa quem você é, ou o que esteja passando, não importa o pecado que cometeu, ou seu nível acadêmico, orar a Deus deve ser a primeira coisa a se fazer na vida, e a única que se pode fazer em momentos de fraqueza extrema.

Orar é o início e o fim. O destino anunciado de quem nunca ora, de quem não ora nos bons e maus momentos da vida, de quem sofre, sofre e sofre, mas NUNCA ORA, é a morte.

A falta de oração levanta um muro entre sua vida e a mão do Espírito Santo.

Procure alguém para caminhar com você, e creia no poder da oração, isto pode fazer a diferença entre a vida e a morte na sua vida. Reflitamos no seguinte texto:


''Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.'' Tiago 5:16



Verificamos duas questões fundamentais aqui. Uma e óbvia, é que quando confessamos pecados a Deus somos libertos das acusações, porém, quando confessamos a um amigo ungido pelo Espírito Santo há cura, as consequência somem também. É impossível viver uma vida cristã sem relacionamento vertical (homem e Deus), porém, o horizontal ( homem e homem) é tão importante quanto neste processo. Aquele que o Espírito Santo escolher para caminhar com você, será aquele ungido por Ele, não para ser juiz ou delator, mas para te ajudar a carregar a sua cruz e fazer com que sua vida seja mais leve e saudável.



A outra questão é simples: não subestime jamais a oração de quem caminha com Deus. Uma oração sincera com o ES pode destruir toda uma montanha, pode parar o Sol, ou pode simplesmente fazer com que Deus poupe toda a humanidade. 

Sejamos influenciados por exemplos levantados pelo Altíssimo como o de Paulo, o apóstolo cujo a grande marca era a ousadia nas orações, e que recheava seus ensinamentos sempre com estas. O irmão do Senhor, Tiago, líder da Igreja em Jerusalém na Antiguidade, este era chamado de ''o justo'' porque seus joelhos eram calejados ao ponto deste ter que se locomover de forma arcada, de tanto orar. Selecionei alguns dizeres dos homens que mais me influenciam na minha caminhada cristã até aqui sobre oração. Deus nos abençoe: 


Por Agustus Nicodemus Lopes

AFINAL, O QUE É ORAR?
[Alguns vão estranhar que um calvinista escreva sobre oração e mais ainda se eu disser que costumo orar todo dia... mas, aqui vai]
Orar a Deus deveria ser uma coisa simples. Todavia, poucos assuntos precisam de mais esclarecimentos do que a oração. Há muitos conceitos errados sobre a oração por causa do misticismo e da superstição que acometem o ser humano (não somente os brasileiros), por falta de mais conhecimento bíblico sobre o assunto e por causa de ideias equivocadas que as pessoas têm sobre Deus. Seguem alguns pontos sobre oração que penso que são fundamentais e também relevantes para nós hoje. Estou pressupondo o básico: quem vai orar acredita que Deus existe e que Ele recompensa os que o buscam (Hb 11.1-2 e 6).
1 – Orar é basicamente apresentar a Deus, mediante Jesus Cristo e com a ajuda do Espírito Santo, nossos desejos, necessidades, confissão de pecados, intercessões, agradecimentos. A razão é que somente o Deus Triúno conhece nossos corações, é capaz de atender os pedidos e o único que pode perdoar pecados. Portanto, não há qualquer fundamento bíblico para dirigirmos nossas orações a quaisquer criaturas, vivas ou mortas, mas somente ao Deus Triúno (2 Sm 22:32; 1Rs 8:39; Is 42:8; Sl 65:1-4;145:16,19; Mq 7:18-20; Mt 4:10; Lc 4:8; Jo 14:1; At 1:24; Rm 8:26-27; Jo 14:14 e dezenas de outros textos que falam de nos dirigirmos a Deus).
2 – O Novo Testamento nos ensina que devemos orar a Deus em nome de Jesus Cristo. A razão é que o pecado nos afastou de Deus e não podemos nos aproximar dele por nossos próprios méritos. Jesus Cristo é o único, na terra e no céu, que foi constituído pelo próprio Deus como mediador entre ele e os homens. Não há qualquer base bíblica para se chegar a Deus em oração pela mediação de qualquer outro nome. A Bíblia nos ensina que “não há outro nome dado aos homens” (At 4:12) e que “há somente um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo” (1Tim 2:5). (Ver ainda Jo 14:6; Ef 3:12; Cl 3:17;Hb 7:25-27;13:15).
3 – Orar em nome de Jesus é nos achegarmos a Deus confiados nos méritos de Jesus Cristo e no perdão de pecados que ele nos conseguiu por meio de sua morte na cruz. É pedir a Deus com base nos merecimentos de Cristo e não nos nossos. É renunciar a toda justiça própria e chegarmos esvaziados de nós mesmos diante de Deus, nada tendo para oferecer em nosso favor a não ser a obra daquele que morreu e ressuscitou por nós. Onde não houver esta disposição e atitude, invocar o nome de Jesus é vão. O nome de Jesus não é um talismã ou uma palavra mágica, ou a senha para desbloquear as bênçãos de Deus. Não funciona nos lábios daqueles que ainda confiam em si mesmos e na sua própria justiça, ainda que repitam este Nome dezenas de vezes em oração (Mt 6:7-8; 7:21; Lc 6:46-49; Jo 14:13,14; At 19:13-16; 1Jo 5:13-15; Hb 4:14-16).
4 – Embora possamos pedir a Deus qualquer coisa que desejarmos, todavia, só deveríamos orar por aquelas que trazem a maior glória de Deus, que promovem o crescimento do Reino de Deus neste mundo e que são para nosso bem, sustento, proteção, alegria, bem como de nosso próximo. Foi isto que Jesus nos ensinou a pedir na oração do “Pai Nosso” (Mt 6:9-13), além de outras coisas afins (Lc 9:11-13). Assim, é tentar a Deus orarmos por coisas ilícitas e pedir coisas que Ele declara, na Bíblia, serem contra a sua vontade (Tg 4:1-3; Mt 20:20-28).
5 – Em nossas orações, deveríamos nos lembrar de orar por outras pessoas. A Bíblia nos ensina a pedir a Deus pelos irmãos em Cristo, pela Igreja de Cristo em todo o mundo, pelos governantes, por nossos familiares e pessoas de todas as classes, inclusive pelos nossos inimigos. Todavia, não há qualquer base bíblica para orarmos pelos que já morreram ou oferecer petições em favor dos mortos (Gn 32:11; 2Sm 7:29; Sl 28:9; Mt 5:44; Jo 17:9 e 20; Ef 6:18; 1Tm 2:1-2; 2Ts 1:11; 3:1; Cl 4:3).
6 – Deus nos encoraja a trazer diante dele as nossas petições. Todavia, ainda que a eficácia de nossas orações dependa exclusivamente dos méritos de Cristo, Deus nos ensina em sua Palavra que há determinadas atitudes nos que oram que fazem com que ele não atenda estas orações, como brigas entre irmãos, mundanismo e egoísmo, tratar mal a esposa, pecados ocultos, incredulidade e dúvidas, falta de perdão a quem nos ofende, hipocrisia, vãs repetições, entre outras coisas (Mt 5:23-24; Tg 4:1-3; 1Pe 3:7; Sl 66:18; Pv 28:13; Is 59:1-2; Tg 1:6-7; Mt 6:14-15; Mt 6:5; Mt 6:7-8). Por outro lado, se nossas orações são respondidas, isto não se deve à nossa santidade, mas à graça de Deus mediante Jesus Cristo, que nos habilita a viver de forma agradável a ele (1Jo 3:21-22), e ao fato de que as orações, por esta mesma graça, foram feitas de acordo com a vontade de Deus (1Jo 5:14).
7 – Deus requer fé da parte dos que oram (Hb 3:12; 11:6; Jer 29:12-14; Tg 1:5-8; 5:15). Esta fé é uma simples confiança de que Deus existe, que ele nos aceitou plenamente em Cristo e que é poderoso para nos dar aquilo que pedimos, ou então, nos dar muito mais do que imaginamos (Hb 4:14-16). Orar com fé é trazer diante de Deus nossas necessidades e descansar nele, confiantes que ele responderá de acordo com o que for melhor para nós (1Jo 5:14-15). Orar com fé não significa determinar a Deus que cumpra nossos pedidos, ou decretar, como se a oração tivesse um poder próprio, que estes pedidos aconteçam. Orações não geram realidades espirituais e nem engravidam a história. É Deus quem ouve as orações e é Ele quem decide se vai respondê-las ou não, e isto de acordo com sua vontade e propósito de sempre nos fazer bem.
Se houvesse mais oração verdadeira a Deus por parte dos que professam conhecê-lo mediante Jesus Cristo, quem sabe veríamos aquele avivamento e reforma espirituais que tanto desejamos para nossa pátria? “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cron 7:14).



'' Nunca vi um pregador idoso que tenha se arrependido de ter passado tempo orando, mas praticamente todos que conheci se arrependem de não ter orado por mais tempo. Se você conhece bem a palavra se torna um homem quase perfeito. Sua lógica e argumentos são irretocáveis, porém, se não é um homem de oração, não vale dois centavos no Reino de Deus. Está cheio de conhecimento e orgulho, mas nenhum poder. Eu oro para que você não lute por relevância no mundo, mas que você morra pelo nome de Cristo, para que Seu nome seja conhecido na Terra. Que você seja um homem de oração, que você estude profundamente, não para pregar para homens brilhantes, mas para pregar apropriadamente para aqueles que nunca ouviram e para pastores que Deus levantou em outras terras, e que não tiveram o privilégio de estudar como você.'' Paul Washer 

''A oração em si mesma é uma arte que somente o Espírito Santo pode nos ensinar. Ele é o doador de todas as orações. Rogue pela oração - ore até que consiga orar, ore para ser ajudado a orar e não abandone a oração porque não consegue orar, pois nos momentos em que você acha que não pode, é que realmente está fazendo as melhores orações. Às vezes quando você não sente nenhum tipo de conforto em tuas súplicas e teu coração está quebrantado e abatido, é que realmente está lutando e prevalecendo com o Altíssimo.'' Charles Spurgeon


'' A minha minha biblioteca não é nada diante da minha sala de oração.'' Charles  Spurgeon






''Uma hora gasta de oração rende mais do que centenas de horas de trabalho sem oração. Quando você trabalha, você trabalha. Quando você ora, Deus trabalha.'' Anônimo 




''Nem a eloquência, nem a profundidade de pensamento faz um verdadeiro grande pregador. Somente uma vida de oração e meditação (Na palavra) fará do pregador um vaso pronto para uso do Mestre e próprio para ser usado na conversão de pecadores e na edificação dos santos''. George Muller

''Se não vivermos na dependência do Espirito Santo em oração, vamos dar pedra em vez de pão ao nosso rebanho.'' Abraão Kuyper

''Eu me recordo de um homem de Deus no qual foi pergutando: O que é mais importante, ler a Palavra de Deus ou orar? Ele então respondeu: O que é mais importante para um passáro, a asa esquerda ou a direita?'' A. W. Tozer 

''A Palavra é a base da oração e a oração é a prática da Palavra. Aqueles que se dedicam apenas ao estudo da Palavra e são negligentes na oração estão em desacordo com a vontade de Deus. Aqueles que se dedicam à oração, mas se descuidam da Palavra não oram com eficácia. Os apóstolos entenderam isso e decidiram: "Quanto a nós nos consagraremos à oração e ao ministério da Palavra" (At 6.4). Sigamos esse exemplo!'' Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Nações e Nacionalismo, a construção de um modelo histórico.



Por Nilson Pereira.




Os dois últimos séculos da história humana no planeta Terra são incompreensíveis sem o entendimento do termo nação e do vocabulário que dele deriva.” (Hobsbawm, 1990, p.11)


Introdução: 

É com muita estima que estou escrevendo este artigo. Nacionalismos é minha especialidade acadêmica, e é um dos maiores prazeres que me cabe estudar tal evento histórico.

* O termo nação conforme se aplica hoje foi constituído durante as Revoluções Liberais na Europa oitocentista ( evento histórico chamado de ''Primavera dos Povos'', originado da Revolução Francesa), onde  conjunto de cidadãos cuja soberania coletiva dá origem às leis e às instituições do Estado;

* À partir destas revoluções, há um crescente vínculo entre nação e território, derivada da ênfase concedida às noções de independência política e autodeterminação popular;

* Surge na humanidade uma aproximação problemática entre ''nação'' como corpo de cidadãos de um Estado e como fruto de uma identidade étnica, cultural e linguística;

* Acontece uma integração entre a nação como compartilhamento de princípios e valores políticos e nação como pertencimento a uma mesma comunidade etnolinguística;

Nação e Nacionalismo são construções humanas, algo que não existe desde de sempre na História da humanidade.





A etnologia da palavra ''nação'' tem origem nas regiões que hoje compõe a Alemanha durante a Idade Moderna. Tinha um sentido unicamente de designar um povo dotado de identidade cultural. Uma questão de identificação cultural. Bem diferente do que é usado hoje.


Existem duas definições históricas sobre Nações e Nacionalismo, ambas oriundas do século XIX europeu, uma vertente de origem liberal e francesa, outra romântica e alemã. 


Duas respostas para uma mesma pergunta, duas definições que jamais se fundiram, transcorrendo paralelamente uma a outra. 


Conceito liberal de Nação:




O conceito de nação é oriundo de uma História bem recente, curta. Vem do final do século XVIII.

O Iluminismo tem origem no Direito Romano. O Liberalismo é o modelo a ser exportado para o mundo todo pelo Ocidente.



Os adeptos do ideal liberal de nação creditavam que a  razão conduzirá a humanidade a superar suas diferenças culturais, e levará ao entendimento de que a humanidade é uma só, Universal, uma única pátria. 



O marco histórico é a Revolução Francesa, onde nação passa a a fazer parte da Política, surgindo assim o Estado-Nação. 


Antes, dentro da origem da etnologia de nação, ela poderia existir sem território, agora, com esta roupagem, não mais. Anteriormente Estado e nação eram coisas distintas, a partir da Revolução Francesa se encontram, se fundem.

Nação/Soberania Popular = Território.

A Revolução Francesa traz um novo princípio de poder no Ocidente, traz o conceito de Soberania Popular, até então inédito na História da Humanidade.

De acordo com o pensamento implantado no Ocidente à partir deste período histórico, o Liberalismo,  Estado agora não é mais uma compilação entre os monarcas e suas cortes, é a nação/povo, dois conceitos muito próximos à partir daqui.

A nação passa a ser uma entidade política, baseada no cidadão, já povo, um conjunto de cidadãos dotados de liberdade. O símbolo máximo destas novas roupagens destes conceitos é a eleição. 



Nação é uma entidade coletiva com origem da vontade coletiva, segundo o pensamento liberal.


A ideia é de consentimento, ''se reconhecer'', onde a História comum de cada povo é importante, porém, está submissa a razão. Nação é um caráter eletivo.

A humanidade através da razão, superará as diferenças entre povos, entendendo de uma vez que só existe uma única pátria, a própria humanidade. 

Receio demonstrado pelo filósofo francês iluminista Renan de que a valorização acentuada do ideal nacional levaria a humanidade a barbárie, as guerras, temor de conflitos, onde a razão seria o antídoto a isto.

Vários povos americanos e asiáticos vão levantar a bandeira do Liberalismo.

A definição máxima de Nação para o Liberalismo é:


''Nação é um plebiscito diário, uma entidade que se define em termos políticos e jurídicos, a cidadania é sua base, e a vontade individual é sua essência mais pura.'' Ernest Renan, filósofo liberal francês.



O Liberalismo dá origem ao Imperialismo, a ONU e a União Européia.



Conceito romântico de Nação:






Paralela ao conceito de Nação oriundo do Liberalismo, está sua definição oriunda do Romantismo alemão.

Segundo esta definição para o conceito, pertencer a uma nação é uma questão que não é apenas política, é cultural, étnica e linguística. É uma maneira de viver no mundo. 

Durante o século XIX, no víeis romântico, a cultura é mais importante que a política, um processo paralelo ao liberal de formação de nações. 



Unificada apenas em 1871, a Alemanha depende muito das obras literárias e românticas para definir seu processo unificador, construir a nação alemã, não é atoa que esta visão romântica de nacionalismo tem neste país seu quartel general.


Existiam os alemães há relativo tempo, porém, ainda não existia a Alemanha.

O nacionalismo alemão é uma resposta a universalidade da Revolução Francesa. 

Herder, principal nome da corrente romântica na Alemanha, e ferrenho crítico de Immanuel Kant, iluminista alemão, o ideal de nação é uma reação a um princípio anterior, sobretudo as invasões napoleônicas do início do século, uma vez que o ditador francês se valia da ideia de ''universalizar'' o mundo através dos valores da razão iluminista.

Para o romantismo alemão, o ideal de nação não se fundamenta na razão humana, e sim nos laços familiares, as raízes mais profundas do coração humano. Contraponto de resistência cultural a insistência iluminista francesa de impor ao mundo uma única concepção de nação.

A primeira intenção não é desmerecer o estrangeiro, mas valorizar o nacional.

A ideia aqui apresentada é a de que existe uma diferença radical entre as nações, e que por isso mesmo não se pode ter um governo único, um contraponto ao Iluminismo que entendia que nações serão superadas para que haja uma única pátria: a humanidade.

Cada nação possui uma identidade própria, sendo para Herder impossível as diferenças entre elas ser superadas. Não com guerras, mas com uma convivência.

Esta corrente culturalista alemã, tem influência direta nos ideais que embalam o governo nazista, embora Hitler e os demais a distorcem para tal.

''Nação não é uma questão de escolha, assim como pertencer a uma família, é fruto do destino. O cosmopolitismo exagerado é um mal, destrói o sentimento mais puro de identificação nacional. A alma de toda nação é a sociedade, não o Estado. '' Johann Gottfried von Herder 


Diferenças das duas vertentes históricas:

Liberalismo de origem francesa e iluminista:



Nação é uma escolha racional. A cultura é submissa a política. Nacionalismo é uma opção racional, um contrato, uma abstração racional. Conceito de naturalização, caráter eletivo. A razão é o caminho de freio ao sentimento nacional, que é perigoso e leva as guerras. Cultura submissa a Política.



Romantismo de origem alemã  e cultural: 


Nação é fruto do destino. A política está submissa a cultura. Virtude étnica oriunda do nascimento, um destino, sentimento mais puro que emana da alma humana. As diferenças entre diferentes nações existe, jamais serão superadas, devem ser respeitadas. Política submissa a Cultura.





Referências Bibliográficas de apoio:


HOBSBAWM, Eric. Nações e Nacionalismo Desde 1780. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1990.


HERMET, Guy. História das Nações e do Nacionalismo na Europa. Lisboa: Estampa, 1996. 











              








Verdadeiro Cristianismo:

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