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Nilson (Nil) Pereira

Nilson (Nil) Pereira
Um Discípulo Professor vivendo para ser Bíblico e Missional, Pastor de Família e Escritor Amador.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Os pressupostos básicos e as propostas e práticas do Iluminismo da Europa do século XVIII.

Por Nilson Pereira.

O Iluminismo que se propaga a partir do século XVIII na Europa Ocidental, é um ideal de ordem política, social e econômica, que se perdura até os dias de hoje, segundo o historiador Francisco José Falcon em sua obra entitulada ''O iluminismo''.

Em seus pressupostos básicos, a filosofia das luzes engloba aspectos básicos inovadores no que condiz a ordem social de seu tempo de origem na Europa Ocidental.

A ótica iluminista prega que a fé não pode ser mais a guia da humanidade, e sim a razão.

Prega a universalidade do conhecimento, a transformação do conhecimento revelado típico das Idades Média e Antiga, teológico e alquimista (no qual apenas uma pequena parcela da população pode ter acesso ao conhecimento) em um conhecimento universalizante, onde o único pressuposto para detê-lo seria pertencer a raça humana, e não mais se enquadrar em uma ordem social pelo nascimento e privilégio.

Os iluministas acreditavam que a fé é importante, pois a Bíblia é um instrumento poderoso de difusão moral e ética, crer em Deus é, para eles, algo importante e moralizante, porém, criticam o uso das chamadas 'religiões de Estado', oficiais, partindo e impostas pelos tronos reais.

Os iluministas criticavam os conflitos religiosos que perduram entre facções da Cristandade desde a Reforma Protestante, assim como as igrejas como instituições.

Criticavam as religiões, acreditavam que a fé em Deus era libertadora e saudável, porém a religião era desagregadora e nociva. Não eram adpetos do ateísmo, e sim do deísmo, prática que se baseava na manutenção de um relacionamento com Deus, porém, sem o uso de doutrinas, rituais e institucionalização das religiões. Voltaire, um dos principais filósofos iluministas, chamava a Igreja Católica de infame.

Os iluministas mantinham uma posição de solidariedade quanto a parcela mais desfavorecida da população mundial, acreditando que a fome, a miséria, a servidão européia e a escravidão americana, sobretudo, eram poderosos obstáculos a difusão e universalização das luzes e do conhecimento.

Depositavam suas esperanças em uma sociedade universal e igualitária nas leis, no sistema de Direito. As leis teriam uma função fundamental e pedagógica quanto a sociedade, definindo a idéia de criação das constituições. Queriam quebrar os ideais do Antigo Regime de que ''o rei é a lei em movimento'', conforme pregavam os portugueses. As leis seriam acima de todos, e deveriam igualitar a todos dentro de uma sociedade. As leis teriam um teor pedagógico, viéis de regeneração e educação social, não um punitivo, assim como as penitenciárias em relação aos marginalizados perante a sociedade.

O Iluminismo difunde o cosmopolitismo, a idéia de que somos todos uma única sociedade e raça, humanidade única. Prega a ideia de uma única humanidade ligada pela razão, baseada nos ideais de igualdade cristã, onde somos todos criados pelo mesmo Deus.

Os iluministas defendem que, ser provinciano (ou bairrista) é maléfico, crêem que o nacionalismo deve servir apenas para frear o provincianismo, destruir a idéia de ''aldeia'' medieval, porém, não pode servir para difundir o ódio e a segregação entre as nações vizinhas, pois o bem maior é o de pertencer a humanidade no geral.

Quanto mais cosmopolita mais iluminista,''evoluída'' e racional é uma sociedade.

Os iluministas usam a filantropia, para eles algo superior a caridade cristã, embora ambas sejam oriundas da fraternidade. A filantropia tem um viéis mais social, a caridade mais espiritual. A primeira se ocupa mais em igualitar a humanidade universalmente perante e através da razão, a segunda em igualitar a humanidade espiritualmente.

Fome, miséria, escravidão e servidão, animalizam os seres humanos, afastando-os da razão, e ferindo a ideia do pilar iluminista de igualdade de inteligências.

O livre credo e de opiniões e ideais, é defendido fielmente pelos filósofos iluministas.

Acreditavam que as guerras eram estúpidas, animalizavam a humanidade, o que parece até ingênuo nos dias de hoje.

O Iluminismo que surge no século XVIII, era repleto de contradições, pois ao mesmo tempo em que seus propagadores pregavam igualdade de inteligências, universalização do conhecimento, igualdade de todos os seres humanos, receavam quanto a uma sociedade em que camponeses soubessem ler e escrever.

Acreditavam que a educação é o mais forte instrumento de transformação social, o que faz de todos nós historiadores professores, e educadores, de certa forma, iluministas.

O Iluminismo é inovador, múltiplo, influenciou revoluções, independências, transformações sociais diversas até hoje, porém, seus difusores originais não queriam uma militância social, e sim renovação da ordem em que viviam, sendo muito mais próximos do Absolutismo Ilustrado do que da própria Revolução Francesa, das Repúblicas e Democracias.

Acreditavam que o conhecimento só tem sentido se for para transformar a sociedade humana, para ser ideológico e ativo. Acreditavam que somente a acumulação do conhecimento não era suficiente, esta, deveria ser usada para transformar a sociedade, universalizar a humanidade através da razão, ainda que fosse o modelo social da Europa Ocidental,a base dos ideais sociais propostos pela filosofia das luzes.

Ass: Nilson Pereira.

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