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Por Nilson Pereira.  Primeiramente quero deixar claro que este texto é destinado a cristãos bíblicos e maduros que entend...

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Nilson de O. P. Pereira

Nilson de O. P. Pereira
Um Cristão vivendo para ser Bíblico, Missional, Pastor de Família e Professor Reformado nas Relações.

Verdadeiro Cristianismo:

Verdadeiro Cristianismo:

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O complexo de vira-lata da América Latina em relação a Europa.

Por Nilson Pereira.

Me irrita por demais esta espécie de ''síndrome de vira-lata '' latino-americana em relação a Europa.

Minha epopeia acadêmica em relação a primeira parte da História das Américas está caminhando para o fim.

Percebi que, desde as origens latino-americanas, a conquista dos europeus do Novo Mundo trouxe ramificações de muitas consequências que se avista até hoje por aqui.

No decorrer da colonização, ao subjugar Tenochtitlan e Cuzco (capitais dos respectivos Impérios Astecas e Incas) em 1520 e 1529 respectivamente, os europeus trouxeram sobre si olhares de fascínio e de desconfiança em relação a toda a população da América latina, e isto, até os dias de hoje.

Desde o início da conquista de forma mais efetiva, o rei de Espanha Carlos V de origem de dinastia dos Habsburgos, enviou homens nascidos na Europa para direcionar o rumo político e administrativo, no momento em que a coroa passou a intervir em parceria com os colonos, que eram, em sua maioria, secundogênitos de famílias nobres espanholas.

A colonização se deu de forma privada em sua ação, e de chancelaria da coroa espanhola.

Em determinado momento histórico, o bisneto de Carlos V, Filipe IV, vendeu concessões da coroa aos crioulos (espanhóis nascidos na América), e, a partir deste momento, os nascidos na América, em sua maioria miscigenados de origem biológica européia e ameríndia, passam a tomar parte nas decisões da coroa em relação as Índias de Castela.

Com a chegada da dinastia dos Bourbons em relação a coroa do Reino de Espanha, os crioulos perdem esta concessão, o que causa um grande mal estar entre coroa e estes.

No cenário das independências americanas, fica registrada no fim de cada redação das constituições, a seguinte frase:

''Juramos lealdade a Fernando VII, Rei da Espanha. ''

Alguns historiadores inclusive, se remetem a dizer que, a não atenção política e administrativa de Fernando VII em relação as nações latino-americanas que compuseram as Índias de Castela, foi uma das causas determinantes para os movimentos de independência, pois, para os crioulos, era melhor está acoplado a uma monarquia européia do que ser uma nação republicana independente.

Até hoje, há quem aqui na América Latina que tente de alguma forma, caracterizar um ''recalque histórico'' em relação a Europa.

Mesmo ao valorizar os aspectos positivos da nossa terra, estes adeptos partidários (leia-se esquerdismo latino-americano), lançam mão da Europa como padronização, ou de tentativa de sobrepor aos europeus de alguma forma.

Chegam ao ridículo de tentar remeter apenas os aspectos ameríndios para tentar traçar uma identidade latino-americana.

É lamentável este recalque histórico, fruto de uma rejeição que possivelmente nunca houve, pois o contexto géo-político das coroas ibéricas sempre foi de encarar a América como ramificação da coroa (lógico que a aproximação geográfica de Madrid, ajudou regiões como a Catalunha se manter de forma favorecida em relação a coroa). Se Fernando VII, por exemplo, priorizou a Espanha a América espanhola é por motivos óbvios de decadência econômica e estrutural da coroa.

Fato histórico, incontestável e irremediável, a América latina existe porque somos uma mistura etnológica de europeus, ameríndios e em alguns casos de africanos. Todos estes grupos são os responsáveis pela identidade de origem latino-americana.

Nenhum grupo é mais especial ou tem menos destaque que o outro.

Todos os latino-americanos têm pelo menos duas destas etnias em sua formação biológica.

Não há porque haver nenhuma incitação social ou política, assim como nenhuma teoria da conspiração idiota, nem mesmo uma tentativa de nova ordem de identidade latino-americana que o movimento esquerdista se baseia para tentar mostrar os bons aspectos de nossa terra.

Somos um povo miscigenado, e se somos o que somos, devemos e muito aos europeus, que migraram, administraram e governaram por séculos a América.

Somos frutos da Europa, política, econômica, cultural, etnologicamente e socialmente.

Querendo ou não, os europeus introduziram a América ao cenário mundial, trazendo a civilização ocidental nas veias americanas.

Não somos melhores ou piores do que os europeus, até porque na verdade, fica difícil definir o que é europeu etnologicamente hoje.

Somos descendentes diretos, como o Novo Mundo, do povo do Velho Mundo.

Isto é fato histórico e ponto.

Ass: Nilson Pereira.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

E lá se vão 119 anos.

Por Nilson Pereira.


Quando os seis jovens remadores fundaram o Clube, sediado na Rua Paysandú, zona sul do Rio de Janeiro em 17 de Novembro 1895 no fim do século XIX, eles jamais poderiam imaginar que este clube se tornaria um dos mais famosos, poderosos e queridos de toda a história do esporte mundial.

Um clube em que sua torcida, uma verdadeira nação com mais membros que países como a Argentina, é o seu maior patrimônio. Um clube cujo todos os títulos possíveis e imagináveis já foram alcançados. O clube de Zico, Junior, Nunes e Leandro, Adílio, Andrade, Domingos da Guia, Zizinho e Vavá e de Petckovic. Clube de tantos outros jogadores históricos, mas também, o clube de Newton, Philip, Cláudia, Humberto, Pedro, Marcos, Nilson, o clube da elite, o clube do povo. Clube dos cariocas, dos mineiros, dos paulistas, dos gaúchos, dos catarinenses, dos nordestinos, dos japoneses, dos ingleses, enfim, de todo o cidadão do mundo que ama e preza pela história do futebol mundial.

Este é o Flamengo. De tanta história, de tanta raça, de tantas vitórias, de tanta paixão. Um dos maiores vencedores de todos os tempos do futebol global. Um dos cinco clubes da elite do futebol brasileiro, que sempre foram da primeira classe do futebol tupiniquim. O ‘’dono’’ legitimo do Maracanã (afinal, Maracanã sem Flamengo não tem sentido, assim como Flamengo sem Maracanã). Eternamente o melhor do Rio. O maior do Brasil e o mais querido do Planeta. Torcida tombada como Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro, a única cidade da História humana a ser Patrimônio Cultural da Humanidade. Parabéns, Flamengo! Meu Flamengo, seu Flamengo, nosso Flamengo!

O Flamengo intelectual, o Flamengo do povão, o Flamengo para sempre campeão.

‘’Eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo’’.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

América e a coroa espanhola!


Por Nilson Pereira.

Sem dúvidas o maior Império da História (a nível territorial), Madrid já foi metrópole de grande parte do mundo,estendendo domínios nos 4 continentes conhecidos da Modernidade,inclusive de toda a América! Isto aconteceu na famosa ''Era dos Filipes'' (uma seqüência de 3 reinados Filipe II, Filipe III, Filipe IV), entre o fim do século XVI (1580) até meados do século XVII (1640,no que diz respeito a Holanda e as cidades italianas,e 1665 no que diz respeito a Portugal,Índia,e a Costa da África,embora D. joão V seja proclamado em 1640 em Lisboa,o Papa só o reconhece com a morte de Filipe IV)!

A influência histórica e historiográfica espanhola em nossa América é absurdamente evidente!

Segue um pequeno texto meu sobre a História do Império espanhol, assim como a simbologia da bandeira da Espanha:

A bandeira espanhola é constituída pelos 5 brasões dos 4 reinos que deram origem a que a Espanha como nação é hoje! Aragão, Navarra, Granada e Castela (Leão fazia parte de Castela, porém, com certa autonomia, por isso tem o símbolo na bandeira)! O reino de Aragão se torna a Catalunha de hoje em dia! O reino de Leão é anexado a Castela, porém, com certa autonomia, e historicamente mais importante do que o reino de Granada, por isso Leão, que se tornou Castela, está na bandeira espanhola com uma simbologia maior do que o reino de Granada! Os 4 reinos da Espanha no século XVI, época mais áurea da coroa hispânica são: Navarra, Granada, Castela e Aragão! Os símbolos da bandeira são em ordem de cima para baixo: Castela, Leão (que também era Castela), Aragão (Catalunha) e Navarra. No fundo, a pequena flor, representa o Reino de Granada. Por isso, na verdade são 5 símbolos, não 4 na bandeira espanhola. Porém, 4 reinos. O azul, é do símbolo de Castela, talvez o principal dos 4 reinos, já que foi Castela por exemplo, que conquistou e colonizou a nossa América, sobre o reinado de Fernando e Isabel! O amarelo vem da dinastia dos Habsburgos, família real que liderava a Espanha nos tempos áureos do Império espanhol, como na União Ibérica, quando Portugal foi anexado aos reinos espanhóis, na famosa ''Era dos Filipes'', assim como todo o território pertencente a coroa portuguesa, como a parte da América que é o Brasil hoje (ou seja, a Espanha neste período ficou com toda a América praticamente), assim como a costa da África e a Índia! A Espanha também anexou a seu território neste período algumas cidades italianas e a Holanda! O vermelho e da dinastia dos Bourbons, que governa a Espanha até hoje! Por isso a maior parte de vermelho na bandeira do país!

Sola Scriptura!

Sola Scriptura!