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Lex Luthor e o que eu seria sem Jesus.

Por Nilson Pereira.  Primeiramente quero deixar claro que este texto é destinado a cristãos bíblicos e maduros que entend...

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Nilson de O. P. Pereira

Nilson de O. P. Pereira
Um Cristão vivendo para ser Bíblico, Missional, Pastor de Família e Professor Reformado nas Relações.

Verdadeiro Cristianismo:

Verdadeiro Cristianismo:

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A Relação, a Adoção e a Glória de Deus.



Por Nilson Pereira e Ione Campos.

Nesta semana que se iniciou com o domingo de Dia dos Pais, resolvemos juntos falar um pouco aqui sobre as características peculiares da paternidade de um grande pai que encontramos na Bíblia: José, pai de Jesus.
Sim, sabemos que Jesus é o filho unigênito de Deus (Jo 3:16), nós pregamos isso e louvamos à Deus pelo entendimento que Ele nos confere deste fato perante as Escrituras, mas dentro da sociedade onde Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou, Jesus era conhecido como "filho de José, o carpinteiro" (Jo 1:45; Mt 13:55). No entanto, José sabia que Jesus não era seu filho fisicamente, mas o amou como um verdadeiro pai, educando-o, disciplinando-o e até mesmo ensinando-o seu ofício de carpinteiro (Mc 6:3); e Jesus lhe foi submisso como um filho deve ser (Lc 2:51).
Quando Deus escolheu Maria para ser o ventre que daria à luz àquele que é a Salvação para o povo de Deus , Ele não escolheu somente à ela, mas escolheu igualmente a José. Estando Maria noiva de José e achando-se ela virgem e grávida pelo Espírito Santo, José chegou a considerar deixar Maria secretamente, com medo dela haver cometido adultério. No entanto, um anjo do Senhor apareceu a ele em um sonho dizendo-lhe para receber Maria como sua esposa, sem medo, e lhe revelou que aquele que estava no ventre de Maria "é do Espírito Santo" e "salvará o seu povo dos pecados deles". E sendo José um homem justo e temente à Deus, fez como lhe foi ordenado (Mt 1:18-25). Outra prova de que Deus escolheu tanto a José quanto a Maria está no fato de que a genealogia de Jesus está baseada em José (Lc 3:23-38; Mt 1:1-16).
O Cristianismo é baseado na relação, sua única Regra de Fé e Prática, as Escrituras, trata-se de um manual Vivo de Relacionamento, primeiro com o Senhor, depois uns com os outros. Existem variados tipos de relacionamento, mas no fim, todos convergem em relação, adoção e Glória de Deus. É impossível viver uma vida cristã sem relacionamento. Deus escolheu ser glorificado na medida em que nos relacionamos com Ele e com os nossos próximos. Por isso Paulo fala em 2 Coríntios 5 que a reconciliação é ministério que nos foi dado por Jesus, porque reconciliar é religar relacionamentos.
Obviamente, quanto mais próximo alguém for, as relações vão sendo naturalmente priorizadas, de modo que, os familiares são os próximos de imediato, sucedidos pela Igreja Local e os demais grupos sociais nos quais vamos sendo inclusos no decorrer da nossa vida. E todo tipo de relação que vivemos na vida acaba sendo naturalmente usado por Deus, seja para a nossa alegria, ou para tristeza, para a edificação, provação ou para a correção, mas sempre para que nós O glorifiquemos em tudo o que fazemos e para que possamos crescer como imitadores de Cristo. Deus sempre usa todo tipo de relacionamento para Seu propósito na vida do cristão pois, como diz Romanos 8:28, "tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus".
É o amor que torna qualquer relação humana na amizade a qual Jesus se refere em João 15:13, onde somos capazes de, por amor, dar nossas vidas pelos nossos amigos (não só morrer fisicamente por alguém, mas dedicar toda a nossa vida a quem se ama), e este é o auge de ser um CRISTÃO (que significa "pequeno Cristo"): imitar o Senhor dedicando sua vida à Ele.
A Escritura aponta para o fato de que Jesus é o único filho legítimo de Deus, e Nele, somos todos adotados pelo Pai, nos tornando uma única família. Todo relacionamento do cristão é uma adoção, a começar pelo relacionamento com seu Deus. Quando falamos de adoção, pensamos em um casal adotando uma criança, ou numa pessoa recebendo como cônjuge alguém que já tenha um filho(a) anterior e amando como seu próprio filho (ou sua própria filha), numa atitude semelhante ao que José fez com Jesus e como Deus faz conosco. Mas a adoção é mais do que isso, ela é um dos pilares da Fé Cristã. Simplesmente não existe Cristianismo sem Relação, assim como não existe Cristianismo sem Adoção. Deus nos adotou, nós adotamos nossas esposas/maridos, adotamos nossos pais e filhos (sejam biológicos ou não), adotamos nossos melhores amigos como irmãos, adotamos o tempo todo, replicando a atitude de Deus em Jesus para conosco, na medida em que escolhemos viver e morrer por quem Deus faz com que amemos.
Para um cristão não importa se biologicamente gerou ou não a criança que te chama de pai, o que importa é que em Cristo, ele a adotou como filha ou filho. Em Cristo, a Biologia se rende à Relação em amor. Foi isso que Jesus quis dizer em Mateus 12:49-50. Lembre-se que Jesus é descendente de Davi via José, seu pai perante a sociedade e que este, como um homem de Deus bíblico, adotou, protegeu, amou e criou o menino Jesus, como sendo Seu verdadeiro pai. José e Maria foram exemplos de discípulos, de servos, de família e de conduta cristã. O modelo que Deus trouxe através desta família é o padrão para as nossas vidas.
Precisamos reconhecer que é necessário ver e viver a importância da família como ela nos é apresentada pelo Reino de Deus, sendo a primeira e a mais importante das instituições criadas pelo Altíssimo na humanidade, a célula da Igreja, e colocá-la como a base de tudo na nossa vida, depois de Deus, para Sua honra e glória.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Pastores de Família.



Por Nilson Pereira.

Jesus deixa claro que nem todos foram chamados para serem o que eu gosto de dizer, parafraseando um dos meus maiores referencias de homem de Deus hoje, Voddie Baucham Jr, um pastor de Família. Homens de Deus históricos como Timóteo, Lucas e outros que o Novo Testamento mostra, não estabeleceram uma Família Cristã, viveram para o Reino, foram usados pelo Senhor como pilares do Cristianismo, mártires em sua maioria, porém, não foram pastores de famílias. Tenho me convencido cada vez mais que ser um pai de Família cristão é um chamado indiscutivelmente, o primeiro chamado missionário da vida de um homem vocacionado pelo Senhor para tal. Se você entende que foi chamado por Deus para isso,  este será sempre seu maior chamado, nada nunca estará acima disso. Entende que o Senhor irá medir seu Cristianismo nisso. 

Não deixe para se preparar quando estiver com alguém, se prepare desde o momento em que sentiu do Senhor que Ele te chamou para isso. Busque ser um homem de Deus, mesmo solteiro. Em I Corintíos 13 o apóstolo Paulo fala de maturidade antes de falar de Amor. O foco deste texto é descrever aquilo que nos tornará maduros, e não ser uma poesia romântica. Deus chama meninos, mas só conta com homens. O propósito de Deus em nos tornar como Jesus é a maturidade, como indivíduos, como homem, como mulher, como discípulo, como filho de Deus, como pais, como tudo o que Deus nos chama para ser. Busquem ser homens maduros. Ai sim Deus dará a mulher da vida de vocês. E se formos homens, por mais difícil que um casamento pode ser, Deus será conosco. 

Sintam desde já, em Cristo, o peso que tem uma mulher lhe chamando de ''meu marido'', e de uma criança lhe chamando de ''papai''. Isto é muito sério, nada é mais bíblico que isso, a não ser adorar ao Senhor. 

Este que vos escreve é alguém que sofreu muito para poder aprender tais palavras, e é por isso que me esmero em passar tudo o que Jesus pode nos ensinar sobre, porque a Graça do Senhor me alcançou de forma imerecida, e também sobre os dois bens que mais amo na vida depois Dele: minha Família e minha Igreja.  Estou falando de algo que eu aprendi na base da pancada, e estou investindo este tempo com vocês porque não quero que sofram como eu sofri para aprender tudo isso.

Vocês podem construir a Família Cristã de vocês (e acreditem, essa será a maior obra de Jesus na vida de vocês sempre) com um caminho bem menos difícil do que tantos outros pastores de Família traçaram. Pensem nisso, meditem nisso, busquem isso, orem por isso. Sejam homens antes de estarem com uma mulher. Porque isso é consequência. 

Antes de criar mentores, pastores, evangelistas, e mesmo a  Igreja, nosso Deus criou homem, mulher e a Família. Ser um pastor de Família é ser um homem cristão missional no mais alto grau, e como diz Charles Spurgeon: todo cristão, ou é um missionário, ou um impostor. 

Deus os abençoe meus amados irmãos. Amem a Família Cristã de vocês e a Comunidade de Fé em que o Senhor os pos somente abaixo do Senhor. Não valorizem nada acima delas. Estou falando isso com vocês em amor, porque quero ver vocês refletindo Jesus acima de tudo.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Crônicas sobre ser uma Igreja Cristã



Por Nilson Pereira.

Por mais de 2000 mil anos homens e mulheres das mais diversas culturas e etnias se perguntam, o que é ser uma Igreja Cristã?
  Não sou diferente. Por muitas vezes eu me fiz essa pergunta na vida. Busquei os melhores artigos teológicos para tentar responder, em muito me ajudou, mas não totalmente.
Orei, meditei nos textos específicos das Escrituras sobre, cheguei perto de uma conclusão, porém, ainda faltava algo. Foi quando o Senhor me fez entender algo que completaria meu entendimento sobre o que é ser Igreja.
Ser Igreja é materializar as Escrituras nos nossos relacionamentos.
Ser Igreja é ser uma pessoa totalmente diferente de quem está sentado no seu lado, seja em convicções, etnia, grau de instrução, estilo, gostos pessoais, idades, gênero, e mesmo assim, completá-lo como irmão, amigo, companheiro de jornada, unidos numa única Cosmovisão: Cristo Jesus.
Ser Igreja é ter melhores amigos improváveis, amores improváveis, que não aconteceriam se não existisse o Reino de Deus na vida dos envolvidos, porém, eternos, consistentes, definitivos, incomparáveis.
Ser Igreja é crescer junto. Chorar junto. Sorrir junto. É se alegrar de verdade com a alegria de quem não é você, é se entristecer com a tristeza de quem também não é você.
Ser Igreja é estar ‘’junto e misturado’’, porém, sem ser uma panela. É ter relacionamentos tão saudáveis de modo que estejam sempre abertos para a chegada de um estranho. Ao mesmo tempo, ser Igreja é ter os mais velhos cuidando dos mais novos, guardando a Sã Doutrina, protegendo as ovelhas mais frágeis contra os lobos que aparecem.
Ser Igreja é se afiar todo dia, ferro com ferro, como diz a Escritura, é brigar as vezes, é chorar as vezes, é se ferir as vezes, mas nunca desistir. Aliás, ser Igreja é NUNCA abandonar um irmão no meio do caminho, afinal, nosso Supremo Pastor nos ensinou a ir sempre atrás da centésima ovelha. Ser Igreja é acreditar no próximo sempre.
Ser Igreja é estar em casamentos, em batismos, em enterros, nas lanchonetes, nos cinemas, nos shoppings, nas casas dos irmãos.
Ser Igreja é mandar mensagem no Whatsapp para compartilhar, exortar, cuidar ou só simplesmente procurar sabe de como está o outro, mas é acima de tudo, estar junto fisicamente em todas as diversas fases que um ser humano passa.
Ser Igreja é chegar a se chato para que o outro caminhe com Jesus (provavelemente o único motivo de vocês caminharem juntos), nas Escrituras e em comunhão.
Ser Igreja é priorizar a própria Igreja.
Ser Igreja é confiar tanto, e amar tanto, que se torna incluir nossas famílias Nela. É se tornar uma grande e plural Família. E nisso, amar tanto uns aos outros, aprender tanto uns com os outros, cuidando tanto um dos outros, que a consequencia direta é  resplandecer ao Senhor aos de fora, trazendo assim mais gente ao Reino do Filho do Seu Amor.
Ser Igreja é ser Missional sempre, é sair para fora, sempre juntos, seja em oração, seja em recursos, seja em companhia.
Ser Igreja é amar, e como diz John Piper, amar é deixar de comparar, é tornar tudo incomparável com o que já passou.
Ser Igreja é andar junto, ensinar junto, aprender junto, é sentir o perfume um do outro e os maus odores também.
Ser Igreja é seguir, simplesmente, o fundador Dela: Jesus. Sempre junto, sempre acompanhado, sempre em comunhão, afinal, nunca existiu, e nunca existirá Igreja de um homem só.
Ser Igreja é tornar um 27 de Julho uma data mais que especial na vida de cada um que é Igreja de Cristo na forma de Igreja Presbiteriana Carioca.
Parabéns amada e querida Igreja, obrigado por seguirmos juntos ao nosso Senhor e Salvador, em comunhão e em amor!

Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros". João 13:35

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Você tem que morrer!


No caminho para o trabalho, eu tenho o costume de ouvir podcasts, principalmente com temas de teologia, filosofia e política. Penso que isso é uma forma de usar melhor meu tempo “inoperante”. Escutava um episódio do BTCast com a temática de discipulado, e logo no começo do programa, o apresentador Rodrigo Bibo falou uma frase que me impactou muito: “Discípulo bom é discípulo morto”. Essa colocação me lembrou as palavras do pastor luterano Dietrich Bonhoeffer: “Quando Deus chama um homem, Ele o chama para vir e morrer”. Meditando nestas coisas, pude perceber algo: a vida do cristão deve ser, antes de tudo, uma morte diária.

Sim, isso é um paradoxo e até parece loucura, mas vou explicar melhor. Dentro de todo o cristão, há uma luta constante da carne contra o Espírito (Gálatas 5.17). E essa luta permanecerá em nós até o dia da nossa glorificação. Enquanto esse glorioso e aguardado dia não chega, nosso “eu” ainda é o inimigo mais mortal e feroz. E ele precisa morrer! Nosso desejo pecaminoso precisa morrer! A vontade de consumir pornografia deve morrer! O desejo de ser o centro das atenções deve morrer! O desejo de ser arrogante deve morrer! Não caia nessa de “crente carnal”: ou você é crente, ou você é carnal. Cristão, morra para poder viver!

Uma das bênçãos que Cristo nos trouxe através da cruz, é a mortificação da carne, que nos traz vida: “mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.” (Romanos 8.13). Mortificar a carne é esbofetear seu corpo, dizer não ao seus impulsos pecaminosos. Acima de tudo, render-se a soberana vontade do Senhor, tomar a sua cruz, e como um bom e fiel servo, ser participante dos sofrimentos que a vida cristã nos trará, não como um fardo, mas como benção e sinal do amor que Jesus tem por nós.

Por falar em sofrimentos, as histórias de luta e dor que nossos irmãos no passado viveram não podem ficar esquecidas. Bonhoeffer, que citei no artigo, foi preso nos campos de concentração nazistas e foi enforcado por não aceitar a influencia de Hitler na igreja alemã. Policarpo, o sucessor de João, que desprezou o panteão romano e enfrentou firmemente a morte na fogueira. E os santos anônimos que tem morrido hoje pelas mãos dos muçulmanos na África e Ásia, que não amam suas vidas e entregam suas almas ao Criador. Todos estes recebem de Deus a coroa e hoje adoram ao Pai em Sua casa.

Mas não se engane: sozinho você jamais irá conseguir. Apenas no poder do Espírito Santo, através dos méritos de Cristo, é que a carne poderá ser vencida: “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências”. (Gálatas 5.24). E mais: você precisa da igreja local. Você precisa dos seus irmãos. Diz o escritor aos Hebreus: “E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, [...] Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros” (Hebreus 10:24-25b). Citando novamente o BTCast, agora nas palavras de Yago Martins: “O discipulado só existe em comunidade. Só funciona em comunidade”.

A nossa caminhada ainda é grande, mas temos armas poderosas a nosso favor. Minha oração é que você, e eu também, possamos morrer diariamente e fazer de Gálatas 2.20 o nosso lema de vida cristã: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2:20).

Confiando na vitória final em Cristo,


André Lins 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Amor é Cristão e o Sexo no casamento também.


Por Nilson Pereira, com contribuições de Dani Marques e Rodrigo Bibo de Aquino.
Cristo é o modelo a ser seguido em tudo em nossas vidas, inclusive no relacionamento sexual dentro de um casamento entre dois cristãos. A maior lição que nosso Salvador pode dar nisso está no fato do amor ao próximo. O Casamento Cristão é a primeira base social criada por Deus e Ele é a base da Aliança matrimonial entre dois de seus discípulos, tendo no sexo um dos pés que a apoia, porém, a base é unicamente Cristo.
O Casamento Bíblico consiste em servir seu cônjuge, em todas as coisas, um cristão bíblico se casa para fazer o outro feliz, não para ser feliz. Somente assim o casamento será para a Glória de Deus. Ele reflete ao Senhor justamente por isso, por ser altruísta, dentro das características que permeia todas as relações cristãs: I Coríntios 13.
Há uma cosmovisão maldita no mundo que tenta separar o sexo do amor, que insiste em por o sexo como algo pagão e errado, e o amor como algo divino, mas dentro do contexto bíblico não existe diferença, tanto o sexo, quanto o amor são cristãos e complementares. Ambos são apoios fundamentais para um Casamento Cristão. Por outro lado, alguns cristãos que são referenciais para nós (como Agostinho de Hipona), erraram no seu discurso quanto a análise bíblica do sexo, sendo influenciados por correntes não cristãs como o neo-platonismo, que pregava que tudo que era físico fica inferiorizado perto do que é espiritual, quando as Escrituras não separam de forma alguma as duas esferas, tudo é espiritual e tudo é para a Glória de Deus, inclusive o físico. Infelizmente isto fez com que o sexo se tornasse uma tabu dentro de algumas comunidades cristãs, o que só causa destruição e disseminação de pecados escondidos e mortais em nosso meio. Vale lembrar que Escritura dedica um livro inteiro como cânonico, de tão sério e importante que ele é: Cantares, com o intuito de expressar o amor conjugal como um espelho do amor de Deus por nós, Seu povo.
Num casamento cristão saudável, os corpos dos cônjuges são suficientes para satisfazer um ao outro, sem precisar por goutro indíviduo na aliança, ou apelar para a pornografia, um dos piores males que nossa sociedade vive hoje. A pornografia é maldita, e detrói casamentos, nunca ajuda. Acredito que sim, num casamento cristão tudo deve ser convei,rsado, acordado e aproveitado, porém, a pornografia é como um câncer, ela vai corroendo a aliança, vai fazendo com que os cônjuges se desconectem cada vez mais um do outro, focando em outras pessoas ou em outras práticas que vai ofender a Deus e ao outro. A pornografia objetifica o ser humano e vai comprometer, mais cedo ou mais tarde, o amor na Aliança. Enquanto o sexo dentro do casamento bíblico é uma das maiores ferramentas que Deus usa para humanizar o cristão.
Sexo é um presente único de Deus para os cônjuges, é vida, é revigorante, é criado para gloficar a Deus numa aliança monogâmica e heterossexual cristã, além de poder gerar uma outra vida, ele não consiste só na procriação, consiste me glorificar a Deus no casamento, como tudo que é naturalmente criado na vida de um redimido por Cristo Jesus. Dentro de um casamento cristão, deve haver sexo sempre que possível, e isto deve ser feito para a Glória de Deus, para dar prazer mútuo, amando ao maior dos seus próximos nisto, servindo a pessoa que deve ser a mais importante da sua vida depois do Senhor: seu cônjuge!
O sexo cristão deve ser aprimorado, e nisso, os dois se conhecendo cada vez mais, se ajeitando, nunca haverá necessidade de alguém pensar em por uma garota de programa entre os dois, por exemplo, ou apelação a pornografia.
Tudo que Deus criou e deu ao homem é bom, tem o intuito de glorficá-Lo, e o sexo também se engloba nisso. O sexo é uma ferramenta maravilhosa que Deus deu a um casal cristão, e precisamos entender que ele deve ser vivido completamente e intensamente entre os dois, com o intuito de glorificar a Deus. O sexo não é o pilar que se constrói um casamento, é uma das pernas da mesa, e não a mesa, que é Cristo.
Os 4 pilares de um Casamento Cristão Bíblico são: Intimidade emocional (consiste em conseguir se abrir com seu cônjuge de forma única, confiar totalmente e ser sempre transparente ) Intimidade Intelectual (usurfluir totalmente da companhia um do outro, gostar do maior número de coisas similares, ler, ouvir e assistir coisas juntos, o maior número de vezes possíveis, respeitando claro, a individualidade alheia também), Intimidade Espiritual (Estudar e meditar nas Escrituras juntos e Orar juntos também) e Intimidade Sexual (que o casal se reinvente juntos, converse muito, uma vez que o maior órgão sexual é a mente, e usurfluem juntos do corpo um do outro, lembrando que as Escrituras dizem que o corpo do seu cônjuge lhe pertence, e vice versa, tenha responsabilidade e faça sexo para servir prioritariamente, e isso será para a Glória de Deus).
Agradeça a Deus pelo sexo saudável e bíblico junto com seu cônjuge sempre que possível. Ele pode salvar vidas, além claro, de gerar. rs
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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Devocionalizando: Atos 20:17-38


Por Ione Campos.

Neste trecho de Atos, Paulo se despede dos presbíteros da igreja de Éfeso, relembrando toda a sua caminhada e sofrimento enfrentados junto à eles desde o início e lhes informando que chegou o momento em que eles teriam que caminhar sem ele. Paulo se dirigia a Jerusalém, segundo a vontade de Deus, e não sabia qual seria seu destino lá, mas estava certo de que nunca mais viria a estar pessoalmente com eles, mas que tinha o coração cheio da certeza, em Cristo Jesus, de que havia "cumprido seu papel" ali.

Destaco aqui a devoção de Paulo à Deus e ao seu ministério. Ele sempre soube que a propagação do Evangelho e da salvação em Cristo Jesus geraria perseguições, tanto de judeus quanto de gentios, enfrentando a possibilidade de prisão e morte, mas nem mesmo as ameaças contra sua própria vida poderiam lhe deter na obrigação que Ele tinha com o seu chamado quanto à ordem dada por Jesus de "ir ao mundo e pregar o evangelho à toda criatura" (Marcos 16:15).

Como Paulo, estamos aqui à serviço de Deus. Pela graça de Deus e Sua misericórdia fomos chamados à salvação e, por Ele ter nos livrado da condenação à morte pelo pecado e nos ter feito novas criaturas em Jesus, com a promessa de vida eterna, nós devemos dedicar esta vida que ganhamos à Ele, com alegria, gratidão e seriedade.

Como cristãos, devemos buscar ter como prioridade um relacionamento diário, honesto e verdadeiro com Deus; conhecer e viver Sua Palavra diariamente, querer e procurar conhecer e obedecer Sua lei e Seus mandamentos, buscando reconhecer Sua vontade pra nossa vida e que Seu querer seja sempre nosso maior anseio. Amá-Lo acima de todas as coisas, a ponto de desejarmos que Sua presença seja cada vez maior em nossa vida, pra que tudo o que fizermos seja sempre para honra-Lo e glorifica-Lo; amar ao próximo como a nós mesmos e, assim, anunciar a salvação através de Cristo Jesus para que todos, segundo a vontade de Deus, conheçam a Verdade e desfrutem de tudo o que Deus nos promete com a reconciliação com Ele através de Jesus, mesmo nós não sendo merecedores.

Que possamos aprender com Paulo a não deixar que as coisas ao nosso redor sufoquem o nosso relacionamento com Deus, nem que os nossos temores, responsabilidades e má administração do nosso tempo nos atrapalhe de servir ao Senhor em tudo o que fazemos. Isso deve ser fruto do amor e da gratidão pelo presente da salvação através do sacrifício de Jesus por nós, que, apesar de ser o próprio Deus, Santo e sem pecados, se fez homem, vivo e encarnado, andou entre nós e, sendo o único verdadeiramente inocente, se entregou ao sofrimento que nos era devido, ressuscitando para que pudéssemos, com Ele, ser feitos filhos de Deus. 

Que Deus nos ajude a nos dedicarmos mais à Ele e ao Seu reino, que venhamos a separar um tempo diário para buscar a Deus, conhecer Sua Palavra e Sua vontade pra nós, Lhe render graças por Sua misericórdia e louva-Lo por tudo o que Ele é e tem feito por nós. E que nada nos impeça de levar a mensagem deste infinito amor a todos que nos cercam, 

"Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém." 
(Romanos 11:36)

Ser um Homem Cristão Bíblico.



Por Nilson Pereira
Sem dúvidas um dos maiores males da sociedade pós-moderna é o fato da má interpretação do senso de masculinidade. Este mal afeta inclusive a Igreja Cristã, se perpetuando por questões estatais, e afetando todos os ramos da sociedade como um todo. Os homens agem basicamente em dois extremos hoje: ou pensam que ser masculino é ter uma voz altiva e usar a força física, ou agem feito efeminados, trocando de papéis com mulheres em suas relações.
Esta crise de masculinidade é tão séria que é a origem dos problemas de gêneros que costumamos verificar em nosso tempo. Mas afinal, como um homem cristão deve se comportar? Deve agir e ser de forma bíblica. É impossível ser um homem como Jesus quer olhando para este século e se baseando no modelo de masculinidade que o nosso tempo oferta. Deve entender que, ao comparar o papel do homem com o de Jesus na mais importante instituição social que existe, o casamento, ser homem passa a ser, dentro de uma Comovisão Bíblica, um papel de liderança espiritual, sacerdócio, serviço, entrega, dor, foco, persistência, perdão, doação total e intransferível.
Ser homem é se doar em um projeto que pertença ao Senhor, a saber, Família, Igreja, Trabalho, Sociedade. Não é possível ser um homem bíblico sem se doar há algo. Por isso em Efésios 5 o apóstolo Paulo compara o homem cristão casado a Jesus, porque ser homem é automaticamente ser doador, assim como o Cordeiro de Deus se dou para lavar os nossos pecados, ser homem é doar a própria vida por uma mulher, filhos, Igreja.

Ser homem é errar, corrigir, ser humilde o suficiente para assumir os erros e pecados, e ser repreendido, corrigido, mas sempre com o foco de ser acertivo, forte e corajoso o suficiente para seguir tentando. Ser homem é amar uma mulher mais que tudo depois do Senhor, amar os filhos e se entregar a eles, ser homem é Educar, participar, Ensinar e aprender. Ser homem é ter como prioridade máxima trazer Jesus para o centro do seu maior ministério: sua Família! Ser homem é ser pastor de Família, em todo o contexto que as Escrituras cobram de líderes eclesiásticos, como por exemplo, I Timóteo 3, ou a carta de Paulo a Tito.
O Evangelho até alcança meninos, mas com o propósito de torná-los homens, o quanto antes. I Coríntios 13, um dos capítulos mais famosos de toda a Escritura, não tem como objetivo apenas a descrição do Amor, mas tem como meta principal na exegese do texto escrito pelo Apóstolo Paulo, falar de Maturidade. Através do Amor sim, mas com o objetivo de trazer Maturidade ao cristão.
Indico 3 livros fundamentais para um homem cristão ler nos dias de hoje: ‘’Ser homem” do pastor Fabrini Viguier, publicado pela editora Thomas Nelson Brasil, e “Pastores de Família’’ e ‘’O que ele deve ser se quiser casar com minha filha’’, do pastor norte americano Voddie Baucham Jr. Além de ser bem interessante ler ‘’O plantador de Igreja’’ de Darrin Patrick, publicado pela editora Vida Nova, nesta obra, o autor cunha o termo ''homenino'', homens com 30 anos ou mais, porém, que se comportam como adolescentes, algo cada vez mais comum nos nossos dias, infelizmente.

Indico dois episódios do BTCast, um podcast cristão que muito vem abençoando a Cristandade no Brasil, o 192 e 198. Segue links:
http://bibotalk.com/podcast/btcast192/
http://bibotalk.com/podcast/btcast198/
Indico que cada vez nós homens cristãos possamos contar com o Senhor, com nossas famílias e uns com os outros. Que o Senhor nos abençoe sempre, e que sigamos aprendendo e priorizando aprender o que é ser um homem cristão bíblico. Vamos aprender sobre isto até a volta do Senhor. Então que não sejamos frustrados em errar, mas regozijados por estamos persistindo em ser com Cristo.
Graça e Paz.

Sola Scriptura!

Sola Scriptura!